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terça-feira, 18 de julho de 2017

Casa de Idosos não é asilo, é família, assim pensa a Casa Cantinho Feliz, como objetivo para os idosos

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Casa de Idosos não é asilo, é família, assim pensa a Casa 
Cantinho Feliz, como objetivo para os idosos


Luciano Lobo é formado em Enfermagem, especializado em gerontologia e saúde mental, além de outros cursos. Possui 12 anos contínuos em tratamento de idosos. Hoje, coordena a Casa Cantinho Feliz, juntamente com outros  sócios. Ele recebeu o Jornal de Saúde e conta como é aliar trabalhar com o que gosta e a experiência de  administrar.


A Casa, segundo Luciano, possui uma filosofia norteada por um trabalho multidisciplinar.  Foi criada para  ser a extensão e a continuidade da família e do “lar doce lar” para as pessoas que  precisam de um lugar, seja por segurança, por meio de vida, por solidão e até mesmo por senectude. O objetivo é ter um local onde a pessoa idosa possa ter assistência e cuidados desde alimentar, aos remédios e médicos, tudo 24 horas por dia.

O Coordenador  raciocina e afirma que "A visão, que tenho certeza, é a de que as pessoas não estão acostumadas com isso, vê a casa de idoso com olhos pejorativos; "e comentam": Estou colocando aqui, mas o meu coração está apertado". Atualmente,  o tratamento é caro, é preciso  muitos profissionais, e as famílias precisam trabalhar para pagar este tipo de tratamento, assim, deixam de ter tempo, além e de precisar de novas fontes e tempo para ganhar esse dinheiro. Então, como fazer? A solução é oferecer mais segurança para o seu idoso através uma terceirização, com qualidade.


A sociedade ainda tem a  visão dos antigos asilos e de como funcionavam e muitos ainda funcionam no velho método. Porém, a nova diretriz, até mesmo através do Estatuto do Idoso, que "burocratizou" o idoso, deixa de  estudar e oferecer soluções e recursos humanos e financeiros para o tratamento do idoso. Sem políticas públicas eficazes, poderemos perceber num futuro não muito distante o que se viu na Europa, segundo Lobo "O ano de 2020 está próximo, vamos sentir, muito a falta de políticas e organizações para com o idoso. Se na década de 80, na Europa, a população idosa se fez maioria e os problemas estouraram. Imagine no Brasil, que não chega a organização europeia, o tamanho do problema que vamos enfrentar".

Essa discriminação é latente na sociedade e nas famílias, as quais se esquecem, comenta Luciano Lobo, que os idosos veem das famílias, núcleo social, e muitos são o sustento dessas famílias, com suas boas aposentadorias, pensões herdadas de maridos, pais militares ou funcionários públicos graduados e os filhos e netos precisam manter a condição social desse idoso. Assim, volta a repetir "O filho precisa trabalhar fora para manter o padrão social de sua família e de seus pais".

Além de todo esse aspecto político e familiar, que não deixa de ser um aspecto político, tem-se o lado da energia, o quesito espiritual. Não é apenas alimentar, dar remédios, também é preciso  ter energias de carinho, de atenção, de amor e de liberdade. A Casa de Idosos moderna não pode e não deve nunca ser encarada como a palavra antiga “Asilo”, não é desterro do lar, não é prisão, ninguém quer ceifar a liberdade do idoso, e ele não pode e nem deve  sentir isso. Também não e uma “clínica”, cujo tratamento e apenas medicar e cuidar.

Por isso, aqui no Lar há planos que serão  executados logo, como capacitar o idoso, e isso já está em prática com os nosso idosos. Ele pode ter 90 anos, mas se tiver condições, vai auxiliar nas festas, participar de "escolinhas" de artesanato, pintura e muitos afazeres, menos os domésticos: limpeza, cozinha, pois já esclareço que senão se pode confundir capacitar com trabalhos caseiros cotidianos.

Como integrar o idoso?

O idoso precisa sentir que saiu de sua casa, de seu cantinho, e encontrou outro cantinho. Não é fácil, soa falso isso. Portanto, cabe à Coordenação, com a visão da Gerontologia, que estuda o envelhecimento e seus aspectos, traçar diretrizes para que a Casa seja no nome real e nas dependências essa nova família do idoso. Esse idoso quando chega na Casa traz  bagagens que pode ser:
-Depressão
-Doenças crônicas-degenerativas: Parkinson e Alzheimer, Diabetes melittus.
-Precisa tomar remédios controlados em horários previamente estabelecidos.

Objetivo

O objetivo da Casa é  integrar a vida do idoso a ponto de proporcionar mais vida através de  atelier de arte, pintura, música e poesia, sala de leitura de livros interessantes, romances e, com isso, aumentar a imaginação, a cultura e o prazer de sonhar novamente e viver melhor. Sei que "Até o idoso sentir que a Casa e a família, que é o principal objetivo da Instituição, pode demorar, e pode ser difícil para o idoso, e como parte disso tudo esta a própria família do idoso", comenta Luciano.

Nesse sentido, vale ressaltar, que a família, ao chegar com o idoso, deve compreender que precisa participar ativamente do processo juntamente com o idoso e a nova família na Casa, a qual ele foi inserido, com a mudança de seu cantinho. O acondicionamento da nova realidade do idoso pode demorar até mais de 90 dias, quando poderá se sentir em seu lar.





Leia e sempre que possível deixe seu comentário. Obrigado Marcelo Editor e jornalista - MTb 16.539 SP/SP
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