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terça-feira, 19 de abril de 2016

ALIMENTAÇÃO SEM GLÚTEN E DOENÇA CELÍACA


Número de diagnósticos da doença é duas vezes maior em mulheres. Entenda o porquê e como ficar atenta aos sintomas

A doença celíaca tem sido diagnosticada nas mulheres na proporção de duas para cada homem. Embora os sintomas intestinais ainda sejam os principais alertas para o diagnóstico da doença no Brasil, muitos outros sintomas não clássicos podem se manifestar e tornam a descoberta da doença complexa. Por isso, é importante estar atenta a alguns alertas enviados pelo corpo feminino, como distúrbios no ciclo menstrual, osteoporose e até mesmo infertilidade.

Além de mais propensas a desenvolver a doença, as mulheres também costumam procurar um diagnóstico para seus problemas de saúde antes do que os homens. Um motivo a mais para o número de diagnósticos ser maior no público feminino.

O mesmo acontece com a síndrome do intestino irritável. A incidência em mulheres é de 1,5 até 3 vezes maior do que nos homens. Internacionalmente, estima-se que 14% das mulheres e 8,9% dos homens apresentem a síndrome do intestino irritável.

Sintomas nas mulheres

De acordo com estudos, 70% das mulheres relatam “inchaço da barriga” como um dos primeiros sintomas e 40% abordam diarreia entre os sintomas primários. Outros alertas comuns da doença celíaca são: desconforto gástrico, intolerância secundária à lactose, estearreia (excesso de gorduras nas fezes), fadiga e perda de peso. Mas entre as mulheres alguns outros sintomas podem surgir como indicativo da doença. Confira a seguir alguns deles:

•          Gravidez: a gestação também pode ser mais preocupante para uma mulher celíaca, principalmente se a doença ainda não estiver diagnosticada. Ela pode desencadear anemia grave, descolamento de placenta e até mesmo um aborto.

•          Problemas hormonais: atrasos de menstruação e até menopausa precoce também são sintomas que foram percebidos em mulheres recém-diagnosticadas celíacas. Muito provavelmente, esses sintomas são consequência da má absorção de nutrientes pelo intestino, um dos principais problemas causados pela doença. Esta deficiência na absorção de nutrientes acontece porque a ingestão de glúten gera lesões no intestino de quem é celíaco, diminuindo parte do funcionamento do órgão.

•          Osteoporose e anemia: em um estudo recente, 40% das mulheres relataram anemia antes de serem diagnosticadas com a doença celíaca. Assim como no exemplo acima, esta ocorrência pode estar ligada à má absorção de nutrientes pelo intestino. A doença celíaca não diagnosticada também aumenta significativamente o risco de osteoporose, outra doença que ocorre em mulheres com muito mais frequência do que nos homens.

Por isso, é importante não negligenciar nenhum sintoma e sempre procurar orientação médica. O acompanhamento médico e nutricional é fundamental para adaptar a dieta a cada caso e garantir uma alimentação saudável e completa.

Lembrando que Maio é o mês do Dia Internacional dos Celíacos, o que seria uma ótima ocasião para abordar o assunto!

Sugestões de fontes

A marca possui um relacionamento muito próximo com os clientes e já teve a oportunidade de conhecer muitas histórias únicas no Brasil. Outro diferencial é a proximidade com a comunidade médica, nutricionistas e outros profissionais da saúde, para o estímulo ao desenvolvimento de pesquisas e informações sobre a doença celíaca. Por isso, encaminho a seguir algumas sugestões de personagens que podem render entrevistas para uma pauta sobre doença celíaca, seja no aspecto comportamental da descoberta da doença e diagnóstico a adaptação alimentar:

Especialistas

•          Inês Camila Alves, nutricionista da Dr. Schar Brasil e consultora em doença celíaca. A fonte explica que “a doença celíaca é uma enteropatia (doença intestinal) inflamatória autoimune causada pela ingestão de glúten presente em ingredientes como trigo, centeio, cevada e malte. Acomete o intestino delgado causando sua atrofia e dificultando a absorção de nutrientes”. Ela pode dar dicas de receitas e falar sobre a adaptação comportamental e alimentar necessária para quem possui uma doença glúten-relacionada.

•          Mauro Bonatto, gastroenterologista, endoscopista, doutor em doença celíaca e mestre em doenças do intestino delgado. O doutor revela que um dos motivos que dificultam o diagnóstico precoce da Doença Celíaca e de outras patologias glúten-relacionadas é a falta de preparo da classe médica. “Em um estudo que fiz no Brasil, há dois ou três anos, pesquisei quantas consultas o paciente teve antes de chegar ao diagnóstico. Foram realizadas em torno de seis a oito consultas antes de chegar ao diagnóstico. Conclusão: muitas vezes o paciente passa anos e anos sem ser diagnosticado”, revela Bonatto. Segundo o especialista, estudos realizados em Wyoming e na cidade de Chicago, nos EUA, mostraram que 90% dos celíacos ainda desconhecem possuir a doença. Um dado alarmante e que pode culminar no desenvolvimento de outras doenças relacionadas à má absorção de nutrientes pelo intestino lesado, como osteoporose e anemia.

•          Lorete Kotze, Gastroenterologia, Professora de Gastroenteorologia da Universidade Federal do Paraná e International Member of the American College of Gastroenterology. Doutora em Gastroenterologia Clínica pela Unifesp-EPM. Membro Titular da Academia Paranaense de Medicina. Uma das principais autoridades do país em doença celíaca e sensibilidade ao glúten, representa o país em congressos internacionais sobre o tema. É também fundadora da Associação dos Celíacos no Paraná (Acelpar). Pode falar de todo o processo de descoberta das doenças glúten-relacionadas, principais sintomas e sintomas atípicos, além de abordar a fase de adaptação à exclusão do glúten.


Personagens

•          Ticiana Menezes, diretora de vendas e marketing da Dr. Schar Brasil
A história de Ticiana Menezes e de sua mãe, Silvana Krieger, se mistura com a própria vinda da Dr. Schär para o país. Diagnosticada com a doença celíaca com mais de 50 anos, após investigar o quadro de osteoporose precoce, Silvana descobriu a Schär por indicação de sua médica, Dra. Lorete Kotze, uma das grandes especialistas em doença celíaca no Brasil. Em visita à filha, que à época morava na Suíça, ela encontrou na Europa uma série de alimentos para quem não pode incluir glúten na dieta, como bolos, pães e farinhas. Alegre, apresentou os produtos com entusiasmo à filha e ao genro. E foi assim que Ticiana e Fernando perceberam que ali havia mais do que uma série de produtos: estava o carinho, o prazer e a felicidade de poder voltar a comer uma série de alimentos. Pouco tempo depois, Ticiana também se descobriu celíaca, uma vez que a doença tem caráter genético – a pessoa tem que ter os genes para ter pré-disposição a desenvolver a doença. A fonte pode abordar desde detalhes mais comerciais da marca, até mesmo contar como foi a fase do diagnóstico, adaptação alimentar e preparo emocional.

•          Adriana Ferrari, mãe de família
A moradora do interior de São Paulo, Adriana, 45 anos, se descobriu celíaca há seis anos. Com dores localizadas no corpo, passou por vários médicos, apresentando alguns sintomas não relacionadas aos sintomas gastrointestinais, até descobrir a doença. Sua história ajuda a confirmar o dado sobre a demora no diagnóstico da doença celíaca: no Brasil, a média entre os primeiros sintomas e o diagnóstico é de 10 anos.

•          Cendofanti: uma família que adotou a dieta glúten-free
O casal Ana Claudia e Paulo descobriram há cerca de quatro anos que as duas filhas pequenas têm a doença celíaca. Foi então que entraram na dieta livre de glúten para apoiá-las na adaptação. Além da doença celíaca, Sarah possui desde os 2 anos de idade diabetes tipo 1 e começou a apresentar problemas de crescimento aos 4 anos. Foi ao acompanhar o caso da filha de uma amiga, que Ana Claudia passou a desconfiar dos sintomas da filha. “Insisti para o médico à época fazer exame para doença celíaca, mas ele achou que era exagero, porque ela não tinha problema de anemia ou outro sintoma mais característico”, relembra. Hoje Sarah tem 8 anos e Sophia 6 e estão completamente felizes e adaptadas à dieta sem glúten. Uma história que passa, inclusive, pela adaptação da escola e que levou Ana Claudia a desenvolver uma série de cursos na área de culinária, para aprender a adaptar receitas sem o uso de glúten.

Sobre a Schär
Presente em mais de 60 países, a Schär é líder mundial em alimentação sem glúten. A marca chegou ao mercado brasileiro em 2012 e desde o final de 2014 atua diretamente no Brasil por meio de sua filial administrativa e comercial, na cidade de Curitiba (PR). Os 150 pontos de vendas iniciais já se transformaram em mais de 3 mil, cobrindo todas as regiões do país. Atualmente, são mais de 30 produtos disponíveis para o público brasileiro. Mais do que oferecer uma alternativa para quem precisa ou opta por seguir uma dieta sem glúten, a Schär tem compromisso com o sabor e o prazer à mesa. Porque alimentar-se bem é saber fazer as melhores escolhas.
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